8 de março de 2012

Direito e papais

:: Direito

No dia de hoje, meu post é para desejar que as mulheres compreendam que direito não é obrigação. Elas conquistaram o direito de serem tratadas iguais aos homens; não a obrigação de serem iguais a eles.

Desejo que elas exerçam o direito de serem mulheres, menininhas, mocinhas, cor de rosa, se quiserem. Se quiserem!!! Elas PODEM ser rosa, azul ou multicor, mas não devem se sentir obrigadas a nada. As mulheres não precisam cumprir as obrigações femininas e MAIS as masculinas para se sentirem completas. Trocamos as algemas do machismo pelas pressões feministas e não pode continuar assim.

Desejo que elas sejam respeitadas nas suas individualidades ao invés de serem tratadas como iguais. Deus, a Natureza, o Universo, o Acaso (chame do que quiser) criou seres biologicamente diferentes e complementares. Diferentes!!! Respeitemos as diferenças.

E que as mulheres possam se olhar no espelho e escolher o caminho que quiserem sem a sociedade pressionando suas escolhas. Não só hoje, mas sempre.

:: Papais




Neste dia Internacional da Mulher, eu gostaria de parabenizar os pais. 

Isso mesmo.







Foi com surpresa que os vi na primeira reunião da escola da Míriam. Quase todas as mamães (quase todas mesmo!) estavam acompanhadas por homens. Na semana de adaptação, lá estavam eles. Poucos é verdade, mas presentes. E na saída da escola, cadê as mamães? Avós, empregadas e papais. E como tem papai indo buscar a cria na escola! Fiquei alguns minutos no portão e cheguei a ver mais homens que mulheres. Mamãe mesmo, não vi nenhuma. Coincidência? Perguntei para o recepcionista da escola e ele respondeu que não.

É! Os tempos mudaram e é por isso que eu gostaria de parabenizá-los. Sem o apoio dos papais seria muito mais difícil para as mulheres conseguirem viver essa jornada dupla, tripla, cor de rosa, azul e multicor.

Parabéns, papais, pelo apoio.

Parabéns mulheres que escolheram o caminho mais azul do que rosa.
Parabéns mulheres que escolheram o caminho mais rosa do que azul.
Parabéns mulheres que escolheram o caminho multicor.

E se você não escolheu, mas deixou que escolhessem por você, sempre há tempo para começar um novo caminho. Não desista! Dê o primeiro passo que logo você encontrará apoio. Acredite; os tempos estão mudando.

:)


4 de março de 2012

Mamãe Zangada

Estou tanto tempo sem postar que não me falta assunto, mas vou começar pelo tópico que prometi  há pouco algum tempo atrás a uma leitora, Anne Pires, do blog Maternagem.

Explosões de raiva.

Não, o assunto não é birra. 
Quero falar sobre as NOSSAS explosões de raiva; das mamães.


Caillou e sua família


Eu sou parecida com a mãe do Caillou, conhecem? Ela é paciente, amiga, carinhosa, presente... e uma bomba relógio. Essa parte eles não contam, mas para exercer a maternidade daquele jeito, de forma tão perfeitinha, é preciso explodir de vez em quando. Ou a gente explode ou é canonizada, não tem jeito. 




E depois das explosões vem o quê? A culpa. Acho que deve vir pra todas nós. Então eu li o livro A Auto-Estima do seu Filho, de Dorothy Corkille Briggs e algumas passagens foram muito úteis para amenizar os efeitos das explosões e, consequentemente, da culpa.

A primeira frase que lembro ter lido sobre o assunto está lá na página 16: "Toda mãe perde a calma de vez em quando." Foi reconfortante ler isso. Logo em seguida, entre parênteses, está escrito assim: "Mesmo assim, os sentimentos negativos podem ser transmitidos de maneira não-destrutiva; ver Capítulo 9". Parei tudo e corri para esse capítulo 9, intitulado "A segurança do não-julgamento".

São 8 páginas esclarecedoras. O que posso resumir pra vocês? Deixa eu dar uma olhada... 

Dirija as suas "reações-eu" para o comportamento; 
não atribua os julgamentos do "tipo-você" à pessoa de seu filho.

"Você é grosseiro!", dia a sra. T. ao filho que a interrompe constantemente, durante uma visita. "Estou cansada dessas interrupções", exclama a sra. M., quando seu filho repetidamente interfere nas suas conversas.

As palavras da sra. T. a colocam no papel de juiz, e ela formula seu veredito. O rótulo negativo, "grosseiro", atinge diretamente a imagem que seu filho faz dele mesmo. A sra. M. transmite seus sentimentos sem julgar e não atinge a auto-estima do filho. Você pode evitar o papel de juiz simplesmente dizendo aos seus filhos qual a sua reação pessoal ante o comportamento dele. 

Elimine o uso de "você + rótulo" e substitua por "eu + sentimento"

"Como você é bagunceiro" x "Essa desordem realmente me irrita!"
"Você é muito lerdo" x "Eu não quero que você chega atrasado na escola"
"Você tem mau gosto" x "Eu não gosto da roupa que você escolheu"

Esse capítulo aborda as avaliações positivas (elogios) que também trabalham contra a auto-estima, mas como estou falando de explosões de raiva e ninguém dispara elogios nesses momentos, vou pular essa parte.
"Nenhuma criança comporta-se sempre de maneira aceitável. Quando as atitudes e palavras dos adultos igualam os atos da criança com a sua pessoa, ela vive semelhante a um iô-iô. Seu valor pessoal sobe e desce de acordo com o seu comportamento."
O objetivo é que a criança pense sempre: "Eu sou amado embora nem tudo o que faço seja aceitável."

Enquanto o capítulo 9 ajuda a minimizar os efeitos negativos das explosões de raiva, há um outro capítulo intitulado "Como decifrar o código da raiva" que nos ajuda a evitar essas explosões. As explosões estão cada vez mais raras aqui em casa. É um processo interno de muita auto-avaliação e mais tarde eu falo sobre ele.

Se você é assim como eu, humana, vai se identificar com esse livro que comprei na última Bienal do Livro: "Mamãe Zangada". As primeiras 30 vezes que li, chorei, e acho que já li umas 29 vezes. *risos* Esse post diz tudo o que penso sobre o livro: "Mamãe zangada não é vítima, nem algoz".

Vamos contar até dez, respirar fundo e continuar amando nossos bebês.



Espero por vocês no próximo post. ;)





17 de fevereiro de 2012

Amamentar nunca é feio



Eu vi essa imagem rodando no Facebook e achei desnecessário compartilhar. Juro que achei totalmente nada a ver, tipo... todo mundo respeita amamentação em público, não é mesmo? Talvez, em alguns países mais conservadores, isso seja visto com preconceito, mas não aqui no Brasil onde o povo já está mais do que acostumado a ver mulheres semi nuas nas praias, penduradas nas bancas de jornal, nos programas familiares de domingo...

Eis que, navegando na internet, descubro que esse assunto ainda gera polêmica. 

o.O"

Para tudo.
Deuses!!! Alguém ainda acha que amamentar em público é errado?!!! Algum brasileiro, acha isso?!!! Realmente, não há palavra melhor para descrever do que HIPOCRISIA pura e simples.

Se você é um desses, nem responda a esse post; pule da ponte e faça um bem à humanidade. E urgente!

   

16 de fevereiro de 2012

Adaptação na escola


Muitas pessoas perguntam sobre a adaptação da Míriam, mas, pra ser sincera, eu não sei dizer. A única certeza que tenho é que está sugando minhas energias.

Na escola ela fica bem, mas depois, em casa... não me deixa respirar. Não quer nem que eu suma da vista dela, quer que eu brinque o tempo todo, só troca fralda, toma banho... se for comigo, e até jantamos de mãos dadas. Conclusão: a casa está desarrumada e as roupas estão todas acumuladas pra lavar, louça na pia... Sem tempo e totalmente sufocada.

Apesar das tias estarem otimistas, achando que a Míriam está se adaptando super bem, eu tenho dúvidas. Além desse comportamento estranho em casa, quando alguém pergunta como foi a escola, ela já não fala mais que brincou, se divertiu... Agora, ela foca a atenção para a mamãe que ficou longe, no amiguinho que chorou pedindo a mamãe, na tia que disse que a mamãe já vem... 

Eu combinei com a Míriam de que, se ela precisasse de mim, eu estaria por perto, bastava ela pedir pra tia. Estou desconfiada de que a Míriam pediu e a tia "enrolou". Como a Míriam não tá chorando, as tias acham que ela tá bem, mas isso vai minar a confiança dela. Eu já falei com a professora e a psicopedagoga: "se vocês acham que a Míriam vai chorar quando estiver mal e esperarem ela estar aos prantos para me chamar, é porque a coisa ficou feia e a Míriam não vai querer voltar." 

E o pior é que eu sei que ela não tá bem por causa do comportamento em casa. Ela não desgruda de mim, está até me sufocando. Ontem ela não dormiu de tarde e resistiu à dormir de noite. Acho que ela está com medo de acordar e ir pra escola. Ela acordou umas 3 vezes com pesadelo. 

Espero que corra tudo bem, mas pode ser que dê um retrocesso. Sinceramente, eu não sei dizer se a adaptação está sendo boa e confesso que estou com medo de acordá-la  e ouvir uma recusa. No entanto, como hoje é o baile de carnaval da escola e ela vai fantasiada, quem sabe essa novidade não a anime.


Eu e Míriam no final do primeiro dia.

   

10 de fevereiro de 2012

Antes de deixá-la ir

Então tem aqueles momentos em que a gente quer colocar um sentimento pra fora, mas não consegue sincronizar mente e coração para deixar as lágrimas caírem. Já passaram por isso? Sentimentos apertam o peito, mas não entornam pelos olhos, como se houvesse algum lugar entupido. Sei lá.

Minha filha entrou na escolinha quarta-feira e está em período de adaptação. Eu a visto com o uniforme, tiro fotos, chego na hora, participo quando é pra participar, me distancio quando necessário, converso com um ou outro pai... e as emoções fervilham em um turbilhão. Já não cabe no peito e não consigo colocar pra fora...

Eis que me lembro dessa música, coloco para tocar e... tudo flui. 
Choro baldes.


Tanto a aprender
Meu colo alimenta a você e a mim
Deixa eu mimar você, adorar você


Muda a estação
Necessário e são
Você a florescer
Calmamente, lindamente...

Eu não vou deixá-la ir!

snif snif
:)

7 de fevereiro de 2012

Minha pequena princesa

Uma amiga me passou o seguinte texto pelo Facebook:

jornalista português 

Ao invés de responder à ela por lá, resolvi escrever aqui. Antes de começar, quero deixar claro que eu sei que não sou mãe perfeita, mas quem é? 



Se houvessem câmeras filmando minha casa como em um Reality Show, com certeza as cenas que dariam maior audiência seriam aquelas (poucas, graças a deus) em que perco o controle e, cansada... cansada de tudo e de todos, me entrego aos gritos e palavrões. Na certa editariam as imagens, escolheriam as piores e as pessoas passariam horas falando mal dessa mãe-maluca-blogueira que vos escreve.

É claro que não tenho orgulho disso. Quem em sua sã consciência fica feliz em perder o controle de si mesmo? Depois de ler o livro A Auto Estima do seu Filho, de Dorothy Corkille Briggs, mais especificamente, o capítulo intitulado Como decifrar o código da raiva, percebi que é possível, sim, minimizar os estragos causados por essas explosões. Acho que falarei sobre isso num próximo post.

No princípio, eu via esses momentos como uma falha, um erro, uma fraqueza. Felizmente, eu já consegui decifrar essa raiva e quanto mais eu a decifro, mais brandas e esporádicas ficam as explosões. Passei a ver esses momentos como um hiato na maternidade, quando deixo de me preocupar com educação, pedagogia, psicologia e coloco monstros pra fora. Sabe o que decifrei dessa raiva? 

Que esses monstros são os outros, a opinião dos outros, o julgamento dos outros e, acima de tudo, uma necessidade imatura e ridícula de provar aos outros que estou certa na educação da Míriam. Essa pressão pesava sobre mim a cada falha, a cada demonstração de birra e em todas as situações em que eu não mais sabia como agir.

Pra mim, dosar a quantidade certa de disciplina tem sido um aprendizado constante e tenho acertado na medida. E minha filha, no auge dos seus 2 anos (os Terrible Two, como dizem os americanos) está aí pra provar. Linda, educada, amorosa... Só que o meu modo de educar difere de 99% das pessoas, então surge essa pressão, esse monstro interno, de que eu não posso errar na medida, porque, se eu errar, eles terão razão. É uma pressão pessoal idiota, imatura e já estou superando. O fato de eu estar obtendo sucesso na educação da minha filha ajuda muito já que não tenho que lidar com a frustração de estar errada. *risos*

Mas, poxa, o que tudo isso tem a ver com o tal texto citado lá no começo do post? É que ele fala sobre a medida certa de disciplina, e, apesar desses meus acessos de raiva e frustração, eu diria que estou super acertando na medida e, depois de ler esse texto, fiquei com muito, muito orgulho de mim. :) 



Obs.: Vou falar sobre explosões de raiva e como minimizar os estragos em um próximo post. Se preferir, podem comprar o livro. Eu super indico.

   

5 de fevereiro de 2012

Organização na troca de fralda

 Eu lembrei de dar uma dica para a minha prima que está gravidinha 
e resolvi compartilhar com vocês.


Esse, ao lado, era o quarto da minha filha recém nascida. Muita coisa já se modificou e a decoração não estava 100% ao meu gosto. Ainda não está, mas falo de estética em outro post. Agora, quero falar de algo de ordem prática: trocar fralda.

Todas as mães pensam nisso na hora de escolher os móveis do quarto do bebê. Só que o mais óbvio e bonito pode não ser a opção mais funcional.



1. Se você é destra, os itens de higiene devem ficar do seu lado direito, assim como a lixeirinha.

2. O bebê deve ficar de frente para você e não de lado. Se você colocar o trocador em cima da cômoda, como oferecem a maioria das lojas, o bebê ficará de lado para você. Não é impossível trocar a fralda desse jeito, só que é muito mais complicado, apesar de algumas mamães terem se adaptado muito bem. Tente trocar a fralda de um sobrinho ou de uma boneca. Experimente nas duas posições e veja qual é melhor para você.

Imagem do site Tico Tica Bum



Uma opção é colocar um trocador adaptável sobre o berço, que não é difícil de encontrar. Entretanto, o bebê acaba ficando muito alto e, se a mamãe for baixinha como eu, não dá muito certo, não.







3. Não deixe nada de valioso na direção do bumbum do seu bebê. É comum jatos - isso mesmo: jatos - de urina e fezes na hora da troca. Pergunte sobre isso às mamães e vocês darão umas boas risadas. Se o bumbum estiver apontado para seu peito, como eu recomendo, em pouco tempo você estará treinada na arte ninja da esquiva. *risos*


No quarto da minha filha: 

- o trocador ficava sobre o berço (ela só dormia comigo mesmo);

- a garrafa de água morna, o pote para aparar a água e um vidro de álcool em gel ficavam sobre a cômoda, do lado direito;

- toda a bagunça de algodão, cotonete, fralda e cia ficava dentro da primeira gaveta da cômoda.

- eu tinha duas lixeirinhas porque usei fralda de pano, então uma era para algodão e sujeiras e a outra era pras fraldas de pano que logo tomavam o rumo da área de serviço.

Colocar os itens de higiene na gaveta foi dica da minha mãe. Ela acha (e eu concordei na hora) que é mais prático manter tudo zoneado e escondido do que ter que ficar repondo os potinhos a toda hora. Fora que sempre aparecem mais coisas que os potes não comportam como creme para assadura, álcool a 70% e etc.

Vocês sabem de que potes estou falando, né?! Na dúvida, são esses aqui.


Se você já for mamãe, deixe sua dica. Se não for, deixe sua dúvida.
Toda blogueira ama receber comentários. :)

  



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