29 de setembro de 2008

Sobre a dor do parto

"Os "Terapeutas do Deserto", grupo de médicos e filósofos contemporâneo de Cristo, afirmavam que "a única dor que não tem sentido é aquela que não pode ser interpretada" . Interpretar uma dor é conferir-lhe razão e direcionamento. As dores do parto são plenas de sentido; elas estão inseridas no plano de funcionamento geral do corpo e da psique femininas para a adequada adaptação à maternagem.
Um exemplo claro é produção de endorfinas (analgésicos opiáceos endógenos) que aumentam suas taxas séricas incrivelmente durante o trabalho de parto, mormente quando a mulher experencia as suas dores mais excruciantes. Este aumento pode chegar a 60 vezes os valores sanguineos normais. O interessante é que este aumento de endorfina, secundário às dores fortes do trabalho de parto, é fundamental para o estímulo de produção da prolactina, que por sua vez será fundamental para a produção de leite.
Desta maneira, a dor do parto está vinculada à produção e pojadura do colostro, mostrando que ela se insere de maneira clara nas engrenagens que levarão à uma boa adaptação à maternidade. Assim, a dor do parto pode ser interpretada, pois podemos perceber nela um direcionamento e profundas razões de ordem biológica e psicológica."
Palavras do Dr. Ricardo Herbert Jones,
recebidas através da lista de discussão do Yahoo: "Parto Natural" em 31/08/08.

           

26 de setembro de 2008

Acompanhante durante o parto

Muitos medos circundam a hora do parto: a dor das contrações, destruição do canal vaginal, não conseguir dar a luz um bebê saudável, morrer e muitos outros. No entanto, o medo mais comum é o da solidão. A enfermeira Rejane Antonello Griboski, pesquisadora e mestre em Ciências da Saúde, conduziu um estudo para a Universidade de Brasília com 29 gestantes prestes a dar a luz.

“A gente observa é que ela se sente solitária nesse processo. Não por estar abandonada pelos profissionais de saúde. Eles estão sempre presentes. Mas se ela tiver alguém da família por perto, a dor será mais suportável, digamos assim”, explica Rejane Griboski em entrevista para DFTV
 "A solidão dessas mães é gerada pela ausência de um acompanhante, de uma pessoa que possa simplesmente segurar em sua mão, conversar, acalmá-las antes de serem levadas para a sala de parto."
fonte: Enfermagem Virtual

Em abril de 2005, uma reportagem do Jornal Hoje informa que o governo federal aprovou a lei que garante às mães o direito a um acompanhante antes, durante e depois do bebê nascer. Será que depois de mais de 3 anos essa lei está sendo cumprida? E agora, para incentivar o parto normal, o governo vai exigir que as maternidades acomodem um acompanhante por cada paciente, é o que nos conta matéria do Jornal Hoje (julho/2008). Mas isso já não era a regra? Alguém poderia me explicar isso? E se você já é mãe, conte para a gente se teve o seu direito respeitado, quem acompanhou seu parto e onde.
 

8 de setembro de 2008

9 meses em 20 segundos

Muito interessante! Para quem curte edição de vídeo, fica aí uma boa idéia para ser copiada.

 

Para saber os detalhes do making off desse vídeo, visite o site EnjoyYourDigitalLife.com em inglês

3 de setembro de 2008

As necessidades básicas da parturiente

O famoso obstetra Michel Odent identificou fatores que são prejudiciais ao trabalho de parto:
  • luz forte
  • linguagem verbal
  • fome
  • frio

E também identificou alguns que são de extrema importância, como:
  • privacidade
  • sentir-se segura

Para saber mais a respeito desses fatores, como eles influenciam o parto e o porquê, leia o texto na íntegra de Letícia Lopes Koehler: "As necessidades básicas da parturiente"

"A obstetra e escritora australiana Sarah J. Buckley observa que o processo do parto é extremamente sensível às condições externas, e que são claros os paralelos entre o parto e o ato de fazer amor – ambas as experiências são comandadas pela mesma área do cérebro, e exigem as mesmas condições." - Letícia Koehler

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...